De olhos no passado olho o teu sorriso com dor
Saudades dos tempos em que era eu a razão do teu sorrir
Partiste sem uma palavra e deixaste um silêncio ensurdecedor
É insuportável esta solidão com que me cobriste a existência
Num dia deste-me tudo e num dia tudo me tiraste
Hoje sou esta que vês, vazia, vagueando nos meandros das incertezas
Não quero a tua pena, a tua compaixão, nem o teu perdão
Da carne fez-se a pedra que hoje bate no meu peito
E um dia, um dia nem a tua memória me restará
Um dia tu, que foste tudo, nada serás e livre eu caminharei.
FG.
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1 comments:
O fim é sempre tristíssimo... mas há sempre um novo recomeço para que o sorriso não desapareça!
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