Estou zangado, estou aborrecido, estou furioso e intolerante comigo próprio.
Estou contente, mas ao mesmo tempo, estou triste.
Estou uma confusão de sentimentos ao mesmo tempo, que mal me aguento dentro de mim.
Estou oscilante entre extremos; ora te beijo apaixonadamente, ora te bato enquanto te digo que nada vales.
Não tenho controlo. Só uma angústia crescente.
Aquele que, ontem, eu vi no espelho, já se perdeu no tempo; hoje não o reconheço neste reflexo: hoje não sei quem sou.
Preciso que me agarrem, antes que me destrua: imploro-vos.
Olhem para mim, este farrapo humano, que vos sorri por entre lágrimas: não fujam... esperem... não me deixem só.
Preciso que me digam o quanto valho e para que sirvo; eu já não sei o que aqui faço.
Tenho muitas coisas na vida que me fazem feliz, mas este abismo de incertezas não pára de crescer.
"Ei, tu aí... sim, tu. Queres dar-me a mão e ser meu amigo?"
FG.
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