Das chamas o começo-
o olhar do desespero.
negras melodias preenchem as minhas noites.
enclausurada cravo as unhas nas paredes -
as pontas dos meus dedos são sangue.
fechei-me nesta masmorra e deitei fora a chave.
solidão, profunda solidão: a minha única companhia.
passam dias infindos de
agonias e ódios.
o anoitecer da vida aproxima-se...
das chamas o começo
das chamas o fim
desfaleço e finalmente sou livre: morri.
FG.
Quinta-feira, Agosto 11, 2011
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